Revista Brasileira de Cardiologia Invasiva Revista Brasileira de Cardiologia Invasiva
Rev Bras Cardiol Invasiva 2015;23:251-5 - Vol. 23 Núm.4 DOI: 10.1016/j.rbci.2016.12.002
Artigo Original
Desfechos clínicos precoces e tardios após tratamento de enxertos de veia safena com stents MGuard™ vs. stents farmacológicos
Early and late clinical outcomes after saphenous vein graft treatment with MGuard™ stents vs. drug‐eluting stents
Danillo Taiguara da Silvaa,, , J. Ribamar da Costaa, Antonio de Castro Filhoa, Rodolfo Staicoa, Ricardo A. Costaa, Adriana Moreirab, Dimytri Siqueiraa, Daniel Chamiéa, Marinella Centemeroa, Galo Maldonadoa, Manoel Canob, Luiz Fernando Tanajuraa, Áurea J. Chavesa, Fausto Feresa, Alexandre Abizaida, Amanda Sousaa, J. Eduardo Sousaa
a Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia, São Paulo, SP, Brasil
b Hospital do Coração da Associação do Sanatório Sírio, São Paulo, SP, Brasil
Recebido 09 Setembro 2015, Aceitaram 25 Novembro 2015
RESUMO
Introdução

O stent MGuard™, revestido por malha polimérica microscópica, tem a finalidade de reduzir a embolização distal de fragmentos durante a intervenção coronária percutânea (ICP) em enxertos de veia safena (EVS). Avaliamos os desfechos clínicos precoces e tardios de pacientes submetidos à ICP de EVS com stents MGuard™ vs. stents farmacológicos (SF).

Métodos

Estudo observacional, retrospectivo, realizado em dois centros terciários, envolvendo uma coorte de pacientes com lesões em EVS, tratados de forma eletiva ou de emergência com stents MGuard™ ou SF.

Resultados

Foram incluídos 271 pacientes, sendo 220 tratados com SF. O Grupo MGuard™ apresentou maior proporção de mulheres (25,5% vs. 10,5%; p=0,01), com média de idades de 65,0 ± 13,9 anos vs. 69,0 ± 9,6 anos (p = 0,06). O Grupo SF utilizou com maior frequência filtro de proteção distal (5,8% vs. 10,0%; p = 0,001). Sucesso angiográfico foi obtido na maioria dos casos (96,2% vs. 98,0%; p = 0,22). O Grupo MGuard™ teve menores taxas de eventos cardiovasculares adversos maiores (ECAM) na fase hospitalar que o Grupo SF (1,9% vs. 13,6%; p = 0,01) devido exclusivamente à menor incidência de infarto periprocedimento. Entretanto, a taxa de ECAM em 1 ano foi maior no grupo MGuard™ (14,3% vs. 4,4%; p = 0,01) à custa de maior taxa de revascularização da lesão alvo (7,1% vs. 1,3%; p = 0,048).

Conclusões

A utilização de stent MGuard™ resultou em redução de eventos na fase hospitalar, porém, no longo prazo, os SF foram superiores em reduzir desfechos maiores, sobretudo a necessidade de revascularização da lesão alvo.

ABSTRACT
Background

The MGuard™ stent, which has a microscopic polymer mesh coating, is intended to reduce the distal embolization of fragments during percutaneous coronary intervention (PCI) in saphenous vein grafts (SVG). This study evaluated the early and late clinical outcomes of patients undergoing PCI in SVG with MGuard™ stents vs. drug‐eluting stents (DES).

Methods

Observational, retrospective study conducted at two tertiary centers, involving a cohort of patients with SVG lesions submitted to elective or emergency treatment with MGuard™ stents or DES.

Results

A total of 271 patients were included, of whom 220 were treated with DES. The MGuard™ group had a higher proportion of women (25.5% vs. 10.5%; p = 0.01), with a mean age of 65.0 ± 13.9 years vs. 69.0 ± 9.6 years (p = 0.06). The DES group more frequently used distal protection filter (5.8% vs. 10.0%; p = 0.001). Angiographic success was attained in most cases (96.2% vs. 98.0%; p = 0.22). The MGuard™ group had lower rates of early major adverse cardiovascular events (MACE) than the DES group (1.9% vs. 13.6%; p = 0.01), due solely to the lower incidence of periprocedural infarction. However, the MACE rate at 1 year was higher in the MGuard™ group (14.3% vs. 4.4%; p = 0.01) at the expense of a higher rate of target lesion revascularization (7.1% vs. 1.3%; p = 0.048).

Conclusions

The use of the MGuard™ stent resulted in a reduction of events during hospitalization; however, in the long term the DES were superior in reducing major outcomes, mainly the need for target lesion revascularization.

Palavras‐chave
Intervenção coronária percutânea, Angioplastia, Ponte de artéria coronária
Keywords
Percutaneous coronary intervention, Angioplasty, Coronary artery bypass
Rev Bras Cardiol Invasiva 2015;23:251-5 - Vol. 23 Núm.4 DOI: 10.1016/j.rbci.2016.12.002