Revista Brasileira de Cardiologia Invasiva Revista Brasileira de Cardiologia Invasiva
Rev Bras Cardiol Invasiva 2015;23:8-11 - Vol. 23 Núm.1 DOI: 10.1016/j.rbci.2014.12.001
Artigo Original
Comparação entre as vias de acesso femoral e radial em procedimentos coronários invasivos após cirurgia de revascularização miocárdica
Comparison between femoral and radial approach in invasive coronary procedures after coronary artery bypass grafting
Pedro Beraldo de Andradea,1,, , Ederlon Ferreira Nogueirab, Fábio Salerno Rinaldia, Igor Ribeiro de Castro Bienertc, Robson Alves Barbosaa, Marcos Henriques Bergonsoa, Milena Paiva Brasil de Matosa, Caio Fraga Barreto de Matos Ferreiraa, Sérgio Kreimerd, Vinícius Cardozo Estevesd, Marden André Tebetd, Luiz Alberto Piva e Mattosd, André Labrunieb
a Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de Marília, Marília, SP, Brasil
b Hospital do Coração de Londrina, Londrina, PR, Brasil
c Hospital das Clínicas, Faculdade de Medicina de Marília, Marília, SP, Brasil
d Rede D’Or São Luiz, São Paulo, SP, Brasil
Recebido 01 Novembro 2014, Aceitaram 31 Dezembro 2014
Resumo
Introdução

Procedimentos coronários invasivos são comuns em pacientes com revascularização miocárdica cirúrgica prévia. Dados acerca do real papel e das possíveis limitações do acesso radial nesse subgrupo de pacientes são infrequentes. O objetivo deste estudo foi avaliar a factibilidade e a segurança do acesso radial em pacientes revascularizados cirurgicamente e que foram submetidos a procedimentos coronários invasivos diagnósticos ou terapêuticos subsequentes, comparando‐o ao acesso femoral.

Métodos

Entre maio de 2008 e novembro de 2014, foram analisados 959 procedimentos, sendo 539 realizados pelo acesso radial e 420 pelo femoral. Todos os operadores estavam familiarizados com ambos os acessos vasculares, cabendo a eles a decisão final sobre a via a ser utilizada.

Resultados

A prevalência de insucesso foi de 6,1% vs. 0,5% (p < 0,0001), favorecendo a técnica femoral. As taxas de eventos cardíacos adversos graves (0,4% vs. 0,7%) e de complicações vasculares (1,5% vs. 1,9%) foram baixas, sem diferença entre os grupos. A opção pela técnica radial implicou em maior tempo de f luoroscopia e necessidade de cruzamento entre vias de acesso, principalmente em procedimentos diagnósticos.

Conclusões

O acesso radial representou uma opção segura e eficaz para a realização de procedimentos coronários invasivos em pacientes cirurgicamente revascularizados, notadamente para os procedimentos terapêuticos.

Abstract
Background

Invasive coronary procedures are common in patients with previous coronary artery bypass graft surgery. Data on the actual role and possible limitations of the radial approach in this subgroup of patients are sparse. The objective of this study was to evaluate the feasibility and safety of radial access in patients surgically revascularized and who underwent subsequent invasive diagnostic or therapeutic coronary procedures, comparing it to the femoral access.

Methods

Between May 2008 and November 2014, 959 procedures were included; 539 performed by radial access and 420 by femoral access. All operators were familiar with both vascular accesses, and the final decision on the route to be used was left to the operators discretion.

Results

The failure rate was 6.1% vs. 0.5% (p < 0.0001), favoring the femoral approach. Major adverse cardiac events (0.4% vs. 0.7%) and vascular complications (1.5% vs. 1.9%) rates were low, with no difference between groups. The choice of the radial approach resulted in greater fluoroscopy time and crossover rate between access routes, especially in diagnostic procedures.

Conclusions

The radial approach was a safe and effective option for invasive coronary procedures in postcoronary artery bypass graft patients, especially for therapeutic procedures.

Palavras‐chave
Artéria radial, Artéria femoral, Cateterismo cardíaco, Intervenção coronária percutânea, Revascularização miocárdica
Keywords
Radial artery, Femoral artery, Cardiac catheterization, Percutaneous coronary intervention, Myocardial revascularization
Rev Bras Cardiol Invasiva 2015;23:8-11 - Vol. 23 Núm.1 DOI: 10.1016/j.rbci.2014.12.001